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22/03/13

A PERSPECTIVA DA ECOLOGIA POLÍTICA URBANA NO PLANEJAMENTO METROPOLITANO DE CURITIBA: PROTEGENDO AS ÁGUAS E CRIANDO DESIGUALDADES

Pensar a natureza enquanto construção, em uma relação dialética entre cultura e natureza, abre uma possibilidade para questionar as formas com que são elaborados os planejamentos urbanos, principalmente no que se refere aos zoneamentos que ordenam o uso e ocupação do solo. A retomada de uma Ecologia Política Urbana enquanto perspectiva e método para o planejamento se constitui como uma possibilidade de superação da separação entre essas duas categorias (cultura e natureza). A partir destes pressupostos este estudo discorre, objetivando a análise de constrangimentos que produzem e são produzidos pelo e no planejamento, visando à identificação dos principais elementos que influenciam na produção do espaço urbano e as desigualdades geradas. Para tanto, fez-se uma discussão sobre o Planejamento específico produzido na Região Metropolitana de Curitiba por meio dos Planos de Desenvolvimento Integrado (PDI) e dos Planos das Áreas de Proteção Ambiental Estadual do Iraí, Passaúna e Piraquara. O cenário identificado refere-se a um processo de “ambientalização” deste planejamento pautado principalmente pela “crise ecológica”, onde o espaço urbano será visto como impactado e produtor de tal crise. Os resultados desta análise identificam que as ideias sobre a “natureza” não atingem igualmente todas as populações, mas geram as desigualdades sobre classes sociais. Sendo assim, a perspectiva sobre a natureza também pautará a relação estabelecida entre homens e homens e com a natureza.


Palavras-chave: Planejamento Urbano. Natureza e Cultura. Ecologia Política. Região Metropolitana de Curitiba.


Autor: Josias Rickli Neto

Dissertação completa: PDF

 



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